Estúdio de Infraestrutura Verde

Objetivos:

Desenvolvimento de estúdio de projetos experimentais de paisagem, que atendam como as paisagens projetadas podem desempenhar múltiplas funções, mesmo em áreas intensamente transformadas e densamente construídas, através do aproveitamento do potencial dos espaços abertos e das estruturas naturais e construídas existentes. Apresentação de vocabulários técnicos e formais na exploração de oportunidades, tanto para o aumento da sustentabilidade como no desenvolvimento de uma estética culturalmente significativa, para uma investigação de novas adaptações programáticas, ecológicas e hidrológicas das paisagens urbanas, capazes de, a partir do tema dado para este estúdio, serem extrapoladas para as diversas temáticas de pesquisa dos alunos

Justificativa:

Os espaços abertos urbanos podem desempenhar um importante papel na conservação e recuperação dos recursos ambientais e, deste modo, prover serviços ecológicos valiosos para a cidade. Para tanto, tais espaços devem conformar paisagens que consistam de elementos naturais e construídos que envolvam e permeiem os espaços edificados e ocupados pelas demais redes de infra-estrutura. Quando vistos como uma rede conectada, estes espaços podem ser reconhecidos como uma infra-estrutura verde urbana. Entre seus benefícios contam-se: • tratamento da drenagem das águas urbana, com proteção contra enchentes e a manutenção do ciclo hidrológico • regulação do clima, limpeza do ar e seqüestro de carbono. • conservação da biodiversidade, criação de habitats, estocagem e reciclagem de nutrientes, conservação e geração de solos. • Embelezamento e valorização do entorno, fornecimento de produtos, recreação e alternativas de circulação, aumento a qualidade de vida com uma cidade mais saudável. A formulação desta infra-estrutura verde, e de estratégias para sua implantação, passa pela prospecção de novos modelos de intervenção paisagística nas cidades e baseia-se na emergência de novos vocabulários de projeto que promovem a conservação e a criação de espaços abertos urbanos multifuncionais com uma re-qualificação da paisagem; deste modo se identificam com os objetivos da linha de pesquisa Sistemas da Paisagem, da Área de Concentração Paisagem e Ambiente.

Conteúdo:

Quais funções podem ser atendidas, e quais significados podem ser alcançados com o uso de diferentes tipos de elementos e formas no projeto da paisagem? Na procura de resposta a esta questão, é explorada uma ampla variedade de tipologias e tecnologias paisagísticas capazes de atender funções de drenagem e tratamento das águas, novas acessibilidades e modos de circulação, cultivo da floresta urbana, conforto ambiental, segurança e imagem local, entre outros objetivos Através de um processo de avaliação da paisagem são definidos projetos para os espaços abertos, sob o tema geral do desenvolvimento de uma estratégia para a implantação de uma Infra-estrutura verde para uma Bacia de Vizinhança. Desde modo, os seguintes conteúdos são abordados: 1. A sustentabilidade dos ecossistemas urbanos. 2. A Ecologia das paisagens aplicada aos espaços abertos urbanos. 3. A conformação de uma infra-estrutura verde urbana. 4. O Projeto ecológico contemporâneo da paisagem e suas estratégias de implantação. 5. O urbanismo sustentável e as paisagens multifuncionais. 6. Modos de representação e desenvolvimento de projetos integrados de paisagem.

Forma de Avaliação:

Observação:

A avaliação dos alunos será baseada na fluência conceitual expressa na totalidade dos seus trabalhos e em sua participação nas atividades de classe, de campo e nas apresentações.

Bibliografia:

BENEDICT, M. Green infrastructure: linking landscapes and communities. Washington D.C.:Island Press, 2006. CALTHORPE, P. et al. The Pedestrian Pocket Book: A new suburban design strategy. New York: Princeton Architectural Press, 1989. CALTHORPE, P. The Next American Metropolis. New York: Princeton Architectural Press, 1993. CARERI, F. Walkscapes, Barcelona: Gustavo Gili, 2002. CONDON, P. Sustainable urban Landscapes: the Brentwood Design Charrette. Burnaby: University of British Columbia, 1999. CORNER, J., ed. Recovering Landscape. New York: Princeton Architectural Press, 1999. FORMAN, R. Land Mosaics. Cambridge: Cambridge University Press, 1997. FORMAN, R. Road Ecology. FORSYTH, A. Designing Small Parks: a manual for addressing social and ecological concerns. Hoboken: John Wiley, 2005. Frischenbruder, M.; PELLEGRINO, P. Using Greenways to reclaim nature in Brazilian cities. Landscape and Urban Planning, Amsterdam: Elsevier.v.76, pg. 67-78, 2006. Número especial. HELLMUND, P. e SMITH S., org.. Ecology of Greenways: Design and Function of Linear Conservation Areas. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1993. NDUBISI, F. Ecological planning: a historical and comparative synthesis. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, 2002. RILEY, A. Restoring streams in cities: a guide for planners, policy makers and citizens. Washington D.C.: Island Press, 1998. SPIRN, A. The Language of Landscape. STEINER, F., The Living Landscape: an Ecological approach to Landscape Planning, MacGraw-Hill, New York, 1991. THOMPSON G.; STEINER F., ed. Ecological Design and Planning. New York: Wiley and Sons, 1997. TELLES, G. Plano Verde de Lisboa. Lisboa: Ed. Colibri, 1997.
Publicações acadêmicas de referência: Paisagem e Ambiente: ensaios. Praxis. Landscape Journal. Landscape and Urban Planning

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Área de Concentração