Percepção, Espaço e Mobilidade – Interações do Conforto Ambiental

Objetivos:

A disciplina tem por objetivo investigar e estudar a importância e a influência da Ergonomia e do Conforto Ambiental para a avaliação, concepção e realização de projetos de ambientes e edificações, traduzindo as necessidades, as aspirações e as expectativas humanas de Conforto e Segurança e Mobilidade.

Justificativa:

Tendo em vista o caráter interdisciplinar da Ergonomia, bem como a importância do comportamento e das interações humanas, a disciplina propõe a investigação dos fatores que influenciam a percepção do espaço bem como aspectos relacionados ao conforto ambiental. Partindo-se do pressuposto que a Ergonomia propõe relações, define proporções e em condições específicas estabelece tamanhos e fluxos, de forma a garantir a qualidade dos espaços e dos ambientes em condições de segurança e eficiência, bem como o bom desempenho dos seus elementos e sistemas, pretende-se o estudo dos requisitos e fatores que influenciam o projeto. Para atingir os objetivos da ergonomia, observa-se a existência de requisitos, que basicamente estruturam-se em: cognição, percepção, conforto e segurança. Estes requisitos também interagem com os fatores ergonômicos, sendo eles: – Psicológios (consciência interna): Fatores relativos ao comportamento psíquico e aos fenômenos do pensamento humano. Conhecimento; Pensamento; Percepção e Sentidos. – Sócio-culturais (relações interpessoais): Conforto e desconforto; segurançae risco. Supressão, prevenção e compensação de riscos e desconfortos. – Ambientais (experiência externa): Ambientais e formais: estruturais, morfológicos e espaciais.Usabilidade, efetividade, eficiência e satisfação. – Físicos (Posturas e movimentos): Bases biomecânicas, fisiológicas e antropométricas Fisiologia mecanicista e motricidade. Mudanças de postura. Movimentos e Atividades.

Conteúdo:

A disciplina apresenta 12 aulas teóricas e 03 aulas práticas, nas quais serão realizados trabalhos práticos, seminários e avalições individuais. As aulas práticas serão distribuídas de acordo com o desenvolvimento dos conteúdos. Para atender ao objetivo da disciplina, esta se apresenta estruturada em três etapas, subdivididas da seguinte maneira: ETAPA 01 1. (1ª aula) ERGONOMIA: Definição, objeto, objetivose contribuições à arquitetura., metodologia de trabalho e critérios de avaliação. a. (2ª aula) Fatores Ergonômicos. Comportamento e Conforto: Psicológicos (consciência interna); Sócio-culturais (relações interpessoais); ambientais (experiência externa); Físicos (biomecânica e antropometria). b. (3ª aula) Comportamento e Conforto: Conhecimento, Pensamento, Percepção e Sentidos. Estímulo; Sensação; Reação; Instinto (visuais, auditivas, táteis e olfativas). c. (4ª aula) Níveis de Conforto: supressão, prevenção e compensação Identificação de fatores de risco e de desconforto: possibilidades de sua supressão, soluções de prevenção e ações de compensação ETAPA02 2. (5ª aula) Espaço e tempo – definição e conceituação e dimensões do espaço. a. (6ª aula) Proporções e Dimensões e a Escala Humana. b. (7ª aula) Estímulo e Sensação. Percepção e Sentidos. Emoção e Consciência. c. (8ª aula) O mundo percebido. O Campo Fenomenal d. (9ª aula) AMBIENTES: Internos e Externos.Qualificação dos Ambientes: avaliação de sua relevância e viabilidade.Áreas Específicas: Tipificação, caracterização e configuração. Avaliação das condições de realização, utilização e manutenção. ETAPA03 3. (10ª aula) Conforto, Segurança, 4. (11ª aula) Usos, Mobilidade e Acessibilidade. 5. (12ª aula) Posturas e Movimentos: Bases biomecânicas, fisiológicas e antropométricas. Fisiologia mecanicista e motricidade. Mudanças de postura Movimentos de elevação e deslocação. Atividades humanas realizadassentado e em pé.

Forma de Avaliação:

A avaliação final será atribuída mediante a execução de todos os trabalhos e seminários programados para o curso. Durante o curso será desenvolvido trabalho sem

Observação:

As atividades serão desenvolvidas através de aulas teóricas, pesquisas de campo, prática de projeto e seminários.

Bibliografia:

Básica:
PANERO, Julius, ZELNIK, Martin. Dimensionamento Humano para Espaços Interiores. Barcelona: Gustavo Gili, 2002
SCHMID, Aloísio Leoni. A idéia de conforto: reflexões sobre o ambiente construído. Curitiba: Pacto Ambiental, 2005.
VIRILIO, Paul. O Espaço Crítico. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.
Complementar:
AUGÉ, Marc – “Não-lugares: introdução a uma antropologia da supermodernidade“, São Paulo, Papirus Editora, 1992.
BAKER, Geoffrey H.. Le Corbusier: uma análise da forma. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
BASBAUM, Sérgio Roclaw. Sinestesia, arte e tecnologia. São Paulo :Annablume/Fapesp, 2002
BERGSON, Henri. Duração e Simultaneidade. São Paulo : Martins Fontes, 2006
BERTALANFFY, Ludwig von. Teoria Geral dos Sistemas. Petrópolis, RJ : Vozes, 2008
BOUERI, Jorge, Antropometria Aplicada à Arquitetura, Urbanismo e Desenho Industrial – Manual de Estudo Volume I, FAUUSP. São Paulo, 1999.
BOUERI, Jorge, Critérios de Arranjo Físico para Equipamentos e Ambientes Construídos, Apostila, FAUUSP. São Paulo, 1999.
BOUERI, Jorge, Espaços de Atividades, Apostila, São Paulo, FAUUSP, 1999.
BRANDIMILLER, Primo A – “O corpo no trabalho: guia de conforto e saúde para quem trabalha em microcomputadores”.São Paulo, Editora Senac, 2002.
CAZNOK, Yara Borges. Música: entre o audível e o visível. São Paulo: UNESP, 2003. (capítulos 1 e 2)
Cities for people
CLARK, Roger H., PAUSE, Michael. Arquitetura: temas de composicion. México: Gustavo Gili, 1997
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro : Contraponto, 1997
DELEUZE, Gilles. Diferença e repetição. Rio de Janeiro : Graal, 2006
DELEUZE, Gilles. Empirismo e subjetividade. São Paulo : Ed.34, 2001
DUARTE, Fábio .Arquitetura e tecnologias de informação:da revolução industrial à revolução digital. São Paulo: FAPESP : Unicamp, 1999
DUL, J.; WEERDMEESTER. Ergonomia Prática. São Paulo: Edgard Blücher. 1991.
DURAN, Gilbert. As Estruturas Antropológicas do Imaginário. São Paulo : Martins Fontes, 2002
FINIZIO, Gino – Architecture and Mobility – Milão, Skira, 2012.
GEHL, Jan – Cities for People – Washington: Island Press 2010.
GRANDJEAN, Etienne. Manual de ergonomia: adaptando o trabalho ao homem. Porto Alegre: Bookman, 1998
GUIMARÃES, Luciano. A cor como informação: a construção biofísica, lingüística e cultural da simbologia das cores. São Paulo :Annablume, 2000
HALL, Eduard – A dimensão oculta – São Paulo,Martins Fontes, 2005.
HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. São Paulo: Martins Fontes, 1996
HOBSBAWM, Eric. O Novo Século. São Paulo : Companhia das Letras, 2000
IIDA, Itiro. Ergonomia: projeto e produção. São Paulo : Edgard Blücher, 1990
JAMMER, Max. Conceitos de Espaço: a história das teorias do espaço na física. Rio de Janeiro: Contraponto, 2010.
JOHNSON, Steven. Emergência: a vida integrada de formigas, cérebros, cidades e softwares. Rio de Janeiro : Jorge Zahar, 2003
LÉVY, Pierre. O que é o virtual?. São Paulo : Editora 34, 1996
LIVIO, Mario. Razão Áurea: a história de Fi, um número surpreendente. Rio de Janeiro: Record, 2006
MCLUHAN, Marshall – “Os meios de comunicação como extensões do homem”. São Paulo, Editora Pensamento-Cultrix, 2002.
MERLEAU-PONTY, Maurice. A Estrutura do Comportamento. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
MERLEAU-PONTY, Maurice. A Estrutura do Comportamento. São Paulo : Martins Fontes, 2006
MERLEAU-PONTY, Maurice. A Natureza. São Paulo : Martins Fontes, 2006
MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da Percepção. São Paulo : Martins Fontes, 2006
MERLEAU-PONTY, Maurice. O Visível e o Invisível. São Paulo : Perspectiva, 2007
MORAES, Anamaria de (org.). Ergodesign de Produto. Rio de Janeiro: iUsEr, 2005
MORAES, Anamaria de. Ergodesign do Ambiente Construído e Habitado. Rio de Janeiro: iUsEr, 2004
MORAES, Anamaria de. Ergodesign do Ambiente Construído e Habitado. Rio de Janeiro: iUsEr, 2004
MORAES, Anamaria; MONT’ALVÃO, Claudia. Ergonomia: conceitos e aplicações. Rio de Janeiro: 2AB, 1998.
MORAES, Anamaria; MONT’ALVÃO, Claudia. Ergonomia: conceitos e aplicações. Rio de Janeiro: 2AB, 1998
NBR 9050/2004, 2ª Edição – Acessibilidade a Edificação, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos. 2004.
NOVAES, Adauto (org.). O homem-máquina: a ciência manipula o corpo. São Paulo : Companhia das Letras, 2003
NR 17 – Ergonomia, Portaria/nov. 1990.
OKAMOTO, Jun, Percepção Ambiental e Comportamento,
PANERO, Julius, ZELNIK, Martin. Dimensionamento Humano para Espaços Interiores. Barcelona: Gustavo Gili, 2002
ROSSO, Teodoro, Racionalização da Construção. São Paulo, FAUUSP, 1980.
SCHAFER, Murray. O Ouvido Pensante. São Paulo : Unesp, 1991
SCHOPENHAUER, Arthur. O Mundo como Vontade e Representação. Rio de Janeiro: Contraponto, 2004
SCHOPENHAUER, Arthur. Sobre a visão e as cores. São Paulo : Nova Alexandria, 2003
SHAFER, R. Murray. A afinação do mundo. São Paulo : Unesp, 1997
SIBILIA, Paula. O Homem Pós-Orgânico: corpo, subjetividade e tecnologias digitais. Rio de Janeiro :RelumeDumará, 2002
SIBILIA, Paula. O Homem Pós-Orgânico: corpo, subjetividade e tecnologias digitais. Rio de Janeiro :RelumeDumará, 2002
TILLEY, Alvin R., DREYFUSS, Henry. As Medidas do Homem e da Mulher: fatores humanos em design. Porto Alegre: Bookman, 2005
TILLEY, Alvin R., DREYFUSS, Henry. As Medidas do Homem e da Mulher: fatores humanos em design. Porto Alegre: Bookman, 2005
TOURAINE, Alain. Um novo Paradigma: para compreender o mundo de hoje. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006
TÜRCKE, Cristoph. Sociedade Excitada: filosofia da sensação. Campinas: Unicamp, 2010.
TÜRCKE, Cristoph. Sociedade Excitada: filosofia da sensação. Campinas: Unicamp, 2010
VIRILIO, Paul.O Espaço Crítico. Rio de Janeiro : Editora 34, 1993
WHITROW, G.J..O que é tempo?:uma visão clássica sobre a natureza do tempo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005