Políticas de Preservação do Patrimônio Cultural Edificado no Brasil: Critérios, Agentes e Práticas

Objetivos:

I.Problematizar a preservação do patrimônio edificado como instrumento de formulação de memórias coletivas, tomando-a como expressão de indivíduos ou grupos políticos e sociais. 2. Debater as matrizes intelectuais que orientaram os critérios de seleção para tombamento e uso do patrimônio edificado, em diferentes esferas políticas e espaços geográficos do país, bem como suas variações no tempo, atentando-se especialmente para a historicidade do caráter político-ideológico presente nos critérios seletivos que norteiam inventários e tombamentos.

Justificativa:

A disciplina prioriza o debate, por meio de diferentes aproximações metodológicas, sobre a constituição das instituições e procedimentos oficiais de preservação no Brasil, atentando para as dimensões políticas e intelectuais que perpassam a institucionalização da proteção do patrimônio como atribuição do Estado. A constituição de práticas de identificação e eleição, de referências intelectuais, de redes de relações e o enrijecimento de rotinas técnicas são tomadas como foco de discussão, de modo a fomentar a desnaturalização das ações de preservação e a compreensão das dimensões políticas que as constituem e as tornam, tradicionalmente, pouco inclusivas e apartadas de ampliações que promovam uma revisão mais democrática de suas metodologias.

Conteúdo:

A idéia de nação e a construção histórica. Formulação de memórias coletivas e ideologias. Patrimônio edificado e memórias coletivas. Critérios de inventário e tombamento do patrimônio edificado no Brasil. Especificidades de atuação nas esferas públicas.

Forma de Avaliação:

Apresentação de seminário Apresentação de trabalho escrito versando sobre os temas e discussões da disciplina

Observação:

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