Projeto Moderno: Historiografia e Crítica

Objetivos:

Apresentar e refletir sobre algumas das coordenadas teórico-filosóficas mais influentes da constituição da historiografia de arquitetura. Analisar as tradições analíticas da historiografia da arquitetura entre os séculos XIX e o presente, focalizando especialmente a gênese e os desdobramentos da historiografia da arquitetura moderna e seus enquadramentos disciplinares e geracionais. Assinalar inflexões da crítica historiográfica contemporânea e algumas das problemáticas da crítica operativa e do projeto histórico-crítico. Examinar os principais esquemas e filiações interpretativos da historiografia brasileira da arquitetura e as inflexões recentes na pesquisa acadêmica e na bibliografia especializada.

Justificativa:

Desde os anos 1960 mudanças significativas se processaram na história da arquitetura e na relação entre a história e o projeto. A cumplicidade com a prática projetual contemporânea, visível nas primeiras gerações de historiadores, de Pevsner e Giedion a Zevi e Benévolo, entre outros – que evidentemente contaminou o discurso histórico de uma dimensão partidária ou prescritiva, seja como discurso de legitimação a posteriori, seja em prol de um método a priori de projetação – vem sendo desde a década de 1960 ultrapassada por outros critérios de análise e conhecimento histórico. Em meio à “causa historiográfica” (Tournikiotis, 1999), desde aqueles anos o fazer história sofreu alterações fundamentais. Em linhas gerais a preocupação exclusiva com o fazer arquitetônico foi substituída por uma ênfase na própria experiência espacial, nos significados e usos sociais culturais e existenciais da arquitetura, entre os seus produtores e consumidores. Foi nesse processo que começaram a emergir questionamentos em torno das narrativas hegemônicas, das políticas de admissão historiográfica bem como das teorias e metodologias influentes na pesquisa histórica em arquitetura. Essa transformação não pode ser simplesmente tributada à crise do paradigma modernista em arquitetura, mas deve ser refletida também em meio ao aparecimento de novos modelos de referência intelectual e crítico no campo historiográfico. Manfredo Tafuri foi um de seus primeiros representantes, ao assinalar o afastamento da prática projetual por parte do historiador, mas também a necessidade de aproximação teórica e metodológica do campo ao marxismo, à psicanálise e à nova história (Tafuri, 1979, 1988). Distanciando-se da teoria oitocentista do desenvolvimento cíclico dos estilos, na base das interpretações consagradas do Movimento Moderno, positivistas e idealistas, com Tafuri, começou a emergir um investimento especulativo no mundo complexo e diverso das vanguardas (Tafuri, 1990). A história de suas conquistas e ideologias unitárias tornando-se objeto de uma pesquisa genealógica mais fina, atravessada por incidentes técnicos e discursivos, manobras táticas e ideologias subterrâneas. Contra a ênfase nas tendências e cânones dominantes emergiu uma pesquisa sobre trajetórias, movimentos e experiências até então vistos como marginais ou contra-producentes. E tudo isso a partir de uma atitude mais paciente ante aos arquivos e às próprias edificações remanescentes. A transformação é contemporânea ao aparecimento de novos padrões de trabalho, ritmos de pesquisa e tipos de especialização. Segundo Cohen, nas últimas décadas “um espaço profissional autônomo foi criado, com seus modos próprios de recrutamento, promoção, reconhecimento e satisfação”. Não obstante, “a sua separação do mundo da prática arquitetônica não é total, e a relação entre esses dois mundos está por ser avaliada a longo prazo” (Cohen, 1999: 45). Por mais que desde Tafuri não seja possível ignorar os prejuízos produzidos pela instrumentalização e subordinação da história e da crítica, mais recentemente a ausência de estímulos lançados de um mundo a outro passou a ser percebida como promovendo a esquizofrenia e a esterilidade tanto da praxis produtiva quanto do trabalho especulativo em arquitetura (Sòla-Morales, 1999). É verdade que, mais do que uma análise do discurso historiográfico como parte da construção de posições relativas à praxis projetual, ao menos no Brasil o debate ainda se ressente de um exame mas atento dos procedimentos intelectuais e alinhamentos disciplinares da pesquisa especializada. É possível que o tom doutrinário ou apologético, e por vezes mistificador, das primeiras resenhas e apresentações de conjunto, como as de Goodwin e Mindlin, ecoando nos primeiros relatos genéticos e explicações acadêmicas (Goodwin, 1943 ; Costa, 1952 ; Mindlin, 1956 ; Santos, 1960, 1977; Lemos, 1979 ; Bruand, 1981), tenha algo a ver com a nossa dificuldade em tomar distância das mediações com o campo projetual para analisar criticamente a sua história. O enrigecimento da “trama” historiográfica hegemônica (martins, 1987), com seus marcos incontornavelmente fixados em realizações e carreiras consideradas exemplares, pouco espaço deixou para o exame de processos paralelos, obras dissonantes, trajetórias divergentes e muito menos para o debate das limitações teórico-metodológicas do conhecimento em história da arquitetura entre nós. De modo que até hoje nos ressentimos de uma avaliação mais cuidadosa do papel que o conhecimento histórico vem cumprindo no campo da arquitetura, dos limites e possibilidades da pesquisa na área, quais as suas amarras metodológicas e ideológicas, as transformações que sofreu, os enraizamentos institucionais e culturais que construiu ao longo do tempo. O fato é que ainda são poucos os trabalhos que se dedicaram a uma revisão de conjunto da historiografia da arquitetura moderna brasileira (Puppi, 1998; Tinem, 2006; Junqueira, 2006) e da crítica respectiva difundida em periódicos brasileiros e estrangeiros, assim como da atuação peculiar de autores centrais à elaboração historiográfica entre nós (Ribeiro, 2005; Sanches, 2005). Inexistentes, todavia, são os trabalhos em torno da produção historiográfica brasileira contemporânea, sobre as metodologias, objetos, conceitos e temas mais relevantes, e as novas coordenadas de especialização e profissionalização da pesquisa. Mais grave ainda, permanece inexplorado o cruzamento entre a produção historiográfica local e as referências teóricas fundamentais, o que certamente repercute nas dúvidas que cercam o papel da história no interior da disciplina. Essa disciplina se justifica seja como forma de fomentar e ancorar teoricamente a pesquisa atual em história da arquitetura no Brasil, seja como momento de aprofundamento de problemas historiográficos mais gerais no campo da arquitetura, assim como de reflexão sobre suas relações com outras disciplinas acadêmicas e universos da história (social, cultural, da arte, da técnica, da literatura), assim como com a crítica e o projeto contemporâneo. Ao longo de seus primeiros cinco anos de existência, ela foi ministrada 3 vezes (2008/1, 2010/2 e 2011/2), tendo despertado grande interesse entre os alunos da pós-graduação.

Conteúdo:

A disciplina se propõe a situar a formação do campo historiográfico em arquitetura, situando suas matrizes teórico-filosoficas fundamentais, seu processo de especialização em meio às disciplinas da história e da arquitetura, bem como suas filiações metodológicas e interpretativas. Partindo do debate historiográfico contemporâneo em arquitetura, o foco privilegiado de análise é o cruzamento entre a produção da historiografia do movimento moderno como discurso histórico e determinadas leituras da modernidade e do modernismo. Ao mesmo tempo, pretende-se avançar na identificação dos rumos trilhados pela produção mais recente em meio à emergência nas últimas décadas de novas coordenadas críticas, intelectuais e profissionais no campo.

Forma de Avaliação:

O trabalho dos alunos é avaliado através da participação nas discussões em sala e nos seminários de texto, bem como através do trabalho final de curso.

Observação:

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