Lançamento novos títulos Coleção Caramelo

Publicado em 24 de julho de 2026
ADI

Em 06/08/2026, às 17:30
Local: Auditório FAU

A Coleção Caramelo retorna com três novos títulos!
As obras serão lançadas no dia 06/08/2026, às 17h30, no Auditório da FAU.


Conheça os livros:

  • “Vida universitária e patrimônio cultural: espaços, saberes e sociabilidades” organização de Flávia Brito do Nascimento, Gabriel Fernandes, e Joana Mello de Carvalho e Silva.
    Os artigos reunidos no livro apresentam pesquisas inéditas sobre patrimônio universitário, escritas por autores nacionais e estrangeiros, mostrando realidades e perspectivas diversas sobre o patrimônio nas suas articulações com as políticas de preservação e as atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária. São autores de instituições de ensino superior da América Latina e do Brasil, de Minas Gerais, Sergipe, Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo, que olham o tema de maneira original sob as lentes da história, das ciências sociais, da educação, da psicologia, da arte, da política, da administração, da arquitetura, do urbanismo e do paisagismo.
    Para o professor Paulo César Garcez Marins “Este livro inovador parte do olhar de pesquisadores afins a essa perspectiva abrangente e desafiadora e que lançam nossa atenção para patrimônios que documentam práticas de ensino, as sociabilidades e formas de habitação estudantis, as tensões que procuraram cercear a liberdade do pensamento universitário, os lugares de alimentação, a gestão institucional ou os ritos e práticas de resistência às tradições.”
  • “Projeto, fabricação e montagem de abrigo emergencial projetado por Shigeru Ban, na Japan House São Paulo”, de autoria de Luís Antônio Jorge e Cesar Shundi Iwamizu.
    A atividade extensionista desenvolvida na FAU-USP, em parceria com a Japan House São Paulo, teve como objeto a construção, em escala real, de um abrigo emergencial projetado por Shigeru Ban. A iniciativa integrou ensino, pesquisa e extensão em um processo formativo baseado na articulação entre projeto, fabricação e montagem. Organizada em três etapas — redesign, fabricação dos componentes e montagem final —, a atividade envolveu estudantes de graduação e pós-graduação, alunos do ensino técnico, docentes, técnicos especializados e profissionais, promovendo a interlocução entre diferentes campos do conhecimento e níveis de formação. Ao registrar essa experiência, o livro evidencia o papel da prática construtiva como instrumento pedagógico fundamental, no qual decisões de projeto são confrontadas com suas implicações técnicas, materiais e operacionais, consolidando o aprendizado na escala 1:1 e reafirmando a dimensão coletiva e social da arquitetura.
    Além do registro de todo o processo de trabalho, o livro conta com uma entrevista com Shigeru Ban.
    Em seu texto de prefácio, José Eduardo Baravelli escreve que “Para quem apenas vê a arquitetura (admirando-a ou lamentando-a, não importa), o canteiro de obras é uma etapa de transição para o edifício que, este, perdura como obra concluída. Para quem está participando de um processo de formação em arquitetura, no entanto, o projeto de Shigeru Ban acaba revelando que um edifício construído por estudantes pode ser emergencial ou transitório, mas seu canteiro de obras será experimentado como um processo de aprendizado permanente”
  • Os bêbados, as putas e as que morrem de amor: os marginais do embelezamento e dos melhoramentos urbanos (1905-1938), de autoria de Maíra Rosin.
    O livro desvenda crimes e territórios ocupados na cidade de São Paulo por mulheres e frequentadores de bares e outros estabelecimentos comerciais de lazer, ócio e prazer, mostrando, de forma surpreendente, como estavam interligadas as ações de gestão e vivência da cidade.
    Mostrando, pela primeira vez, espaços e rostos de pessoas que viveram intensamente São Paulo, o livro desvenda, com lirismo, como não existe política de embelezamento urbano sem ataque deliberado a pessoas que se valeram de suas belezas corporais, mas também de seus anos de serviços prestados de maneira palpável na cidade.
    Para Beatriz Bueno, “Passear por São Paulo pelas mãos da autora é percorrê-la à noite – sobretudo na calada da noite –, por ruas do centro velho e do centro novo, dancings, bares, botequins, cabarés, quartos e pensões.
    (…) Lupanares, botequins, dancings, cabarés, restaurantes e quartos de pensão são espacializados na trama urbana da cidade oficial, ganhando endereço, proprietário, frequentadores e vida no cotidiano urbano. Putas, meretrizes, mariposas,
    pensionistas, avulsas, primas, quengas, mulheres de vida alegre, raparigas, rampeiras, cortesãs, messalinas, mundanas, horizontais, marafonas, perdidas… prostitutas são expressões que escancaram esse universo urbano machista, misógino e chauvinista.”


    Sobre a Coleção Caramelo
    A Coleção Caramelo foi criada em 2021 para promover e divulgar a produção acadêmica da FAU. A cada ano, após um concurso público julgado por pareceristas externos, três obras são selecionadas. Aberto à participação de docentes, alunos e funcionários, os livros são editados no Laboratório de Projeto Gráfico da FAU (STPROED) e publicados em papel e digitalmente.
    Idealizada pelo professor Mario Henrique Simão D’Agostino, Maíque (1963-2021), a Coleção segue em homenagem ao seu trabalho.
    O selo da Coleção Caramelo foi desenhado por Leandro Leão Alves, aluno da pós-graduação da FAU, vencedor do concurso