Publicado em 21 de setembro de 2026
ADI
Em 24/09/2026, às 10:00
Local: Online
Quintas Ameríndias: Letras que Flutuam: apropriações, traduções e reinvenções da cultura visual ribeirinha
Evento online do programa de extensão Quintas Ameríndias
24 de setembro de 2026 às 10h da manhã
Com Instituto Letras Que Flutuam. Representado por Dra. Fernanda Martins, Dra. Sâmia Batista, Dani Alcantara & Alessandro Abreu (Abridor de Letras)
Apresentação: Profa. Dra. Cristiana Barreto – Projeto Amazônia Revelada
Debatedora convidada: Profa. Dra. Priscila Lena Farias – Design FAU-USP
Pesquisadora convidada: Dra. Sabrina dos Santos Hazar
O encontro faz parte do programa da disciplina de pós-graduação AEU-5003 ABYA-YALA. Artes, Arquiteturas, Territórios no Brasil em perspectiva decolonial (2026).
Professores Responsáveis: Profa. Dra. Renata Martins (FAU-USP), Prof. Dr. Luciano Migliaccio (FAU-USP)
Professores Colaboradores: Prof. Dr. Carlos Augusto Tijolo (UFAM), Prof. Dr. Damião Arraes (FAU-USP), Profa. Dra. Erêndira Oliveira (MPEG) e Prof. Dr. Jackson Matos (UFOPA).
Equipe LABYA-YALA:
Monitora PAE – Nathália Momesso;
Monitores – Anna Heloisa Segatta, Christian Almeida do Nascimento, Fabrício Forganes, Giovanna Angeloni, Mônica Bertoldi André, Talita Ferreira, Victor Salgado;
Bolsista Quintas Ameríndias – William Hideki Minao.
Resumo:
A relação estética mediada pelos rios, na Amazônia, é o tema da palestra “Letras que Flutuam: apropriações, traduções e reinvenções da cultura visual ribeirinha”. Os letreiros das embarcações são aqui tomados como elementos fundamentais na construção da paisagem amazônica. Elaboradas pelos mestres abridores de letras, as chamadas “letras decorativas amazônicas” expressam o domínio técnico desses artistas e apresentam a gramática visual das populações ribeirinhas e seus modos próprios de fazer, que circulam entre cidades, comunidades, portos e beiras de rio da região Norte do Brasil.
A partir de uma pesquisa iniciada em 2004, em portos e estaleiros, surgiu o Instituto Letras que Flutuam, com o objetivo de documentar essas práticas e acompanhar as transformações do ofício, além de promover ações educativas e de geração de renda, desenvolvidas de forma participativa com os mestres ribeirinhos, visando à permanência desse saber.
Em diálogo com o pensamento decolonial, a palestra tensiona categorias como design popular e vernacular e questiona a partir de que lugar determinados saberes e práticas são reconhecidos (ou não) como design ou outras categorias projetuais.
Propomos, nesse sentido, pensar o ofício dos abridores a partir da ideia de um “design ex-cêntrico”: um fazer constituído por conhecimentos, necessidades, materiais, linguagens e referências produzidos nos próprios territórios, sem tomar como referência os centros hegemônicos de produção estética e de conhecimento.