Paula Freire Santoro

Bases de consulta:

ObservaSP – https://observasp.wordpress.com/

Academia.edu –  https://usp-br.academia.edu/PaulaSantoro

Researchgate – https://www.researchgate.net/profile/Paula_Santoro

E-mail:

 

Telefone
+55 (11) 3091-4548 (Depto.) / +55(11) 3091-1979 (LabCidade)
Currículo Lattes
http://lattes.cnpq.br/7611486702526557
Currículo Resumido

Arquiteta urbanista brasileira, professora de Planejamento Urbano da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAUUSP. Atualmente coordena a pesquisa do observaSP junto ao LabCidade | FAUUSP e uma pesquisa sobre Políticas Habitacionais Inclusivas: um diálogo entre São Paulo/Brasil e Nova York/EUA. Doutora em Habitat | FAUUSP com bolsa na Universidade Politécnica da Cataluña (ETSAB-UPC). Possui especialização em Política de Terras na América Latina pelo Lincoln Instituteof Land Policy, Panamá (2007). Foi Assistente Técnica do Ministério Público do Estado de São Paulo nos temas Habitação, Urbanismo e Meio Ambiente (2011-2013), e pesquisadora do Instituto Pólis (2001-2011), do Instituto Socioambiental - ISA (2007-2008) e do Laboratório de Urbanismo da Metrópole - LUME FAUUSP (2001). Em 2009 trabalhou na cooperação brasileira com o Governo de Moçambique para elaboração da Política Nacional de Habitação.

Principais Projetos

Políticas habitacionais inclusivas x processos de (re)estruturação urbana segregadores: um diálogo entre Brasil e EUA

As formas de regulação dos processos de (re)estruturação urbana denominadas ”políticas habitacionais inclusivas” envolvem a recuperação da valorização da terra através de contrapartidas obtidas a partir das dinâmicas do mercado imobiliário, utilizadas para promover soluções de habitação de interesse social.

Esta pesquisa, conta com apoio da FAPESP (2017- 2019), pretende investigar sua crescente utilização em São Paulo, os instrumentos mobilizados, e se os resultados obtidos estão colaborando para a diminuição da segregação socioterritorial. Estas políticas parecem ter legitimado processos de transformação urbana concentradores, enquanto as soluções habitacionais adotadas seguem sendo residuais; desarticuladas em relação ao quadro de necessidades habitacionais; além de estarem centradas na propriedade privada de novas unidades produzidas, diferentemente das políticas que objetivam a permanência e evitam despejos. Poucas têm sido as formas alternativas e resistências a estes processos na direção de uma estrutura regulatória que vá além das regras de mercado e dos princípios de tornar a habitação algo lucrativo. Ao contrário, há uma crescente incorporação da agenda empresarialista envolvendo alterações institucionais dos governos estadual e municipal, novas formas de contratação estruturadas em PPPs, mobilização de ativos públicos e uma agenda de regulação urbanística. Tidas como estratégia para superar a crise fiscal e dificuldade de endividamento público, são desenhadas para possibilitar que o capital imobiliário-financeiro circule melhor

Pretende delinear os limites da importação do modelo norte-americano, berço destas políticas, para o caso brasileiro, bem como aferir, a partir do estudo de caso de Nova York/EUA, como estas políticas têm estruturado novas frentes de expansão do mercado imobiliário-financeiro, quais os resultados espaciais produzidos, bem como quais as alternativas decolonizantes, quais atores resistem e porque argumentam que as alterações na regulação urbana e no sistema habitacional são uma ameaça a habitação pública e regulação do aluguel, criando situações de unaffordability.

 

Pesquisas do LabCidade FAUUSP

O observaSP é um observatório sobre a política urbana atual, desenvolvido em São Paulo pelo Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade (LabCidade), da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, que conta com apoio da Fundação Ford (2014-hoje).É um projeto em rede atualmente com os grupos grupos Indisciplinar e Praxis, ambos da UFMG, com o Lepur da UFABC, e com o Lugar Comum da UFBA. Já esteve pesquisando em rede com o IPPUR/UFRJ e do LeHab/UFC, ligados ao Observatório das Metrópoles. Para saber mais sobre o projeto, ver https://observasp.wordpress.com/.

O Levantamento internacional sobre ser vítima de crimes, abusos ou assédio em viagens na cidade e a sensação de segurança entre estudantes universitárias(os): um foco na segurança das mulheres na mobilidade urbana| An international assessment of victimization and perceived safety among college students: Focus on women?s transit safety. O estudo iniciado em 2018, coordenado pela Profa. Vania Ceccato, do Departamento de Planejamento Urbano e Ambiente Construído do KTH Royal Institute of Technology, em Estocolmo, Suécia e pela Profa. Loukaitou-Sideris, Professora de Planejamento Urbano da Associate Provost for Academic Planning na UCLA, EUA, pretende lançar um olhar global e comparado sobre segurança nas viagens urbanas, através da aplicação de surveys com estudantes universitários em 13 países (Suécia/Estolcomo; Estados Unidos/Los Angeles; Reino Unido/Londres; França/Paris; Itália/Milão; Brasil/São Paulo e Rio Claro; México/Cidade do México; Colômbia/Bogotá; El Salvador/San Salvador; Japão/Tóquio; Quênia/Nairobi; África do Sul/Pretoria; Austrália/Brisbane) em seis continentes diferentes (Europa, América do Norte, América Latina, Ásia, África e Austrália). Os principais objetivos do estudo são examinar a natureza, tipo e extensão chance de ser vítima de crime, abuso ou assédio em função do gênero entre estudantes universitários, com foco em assédio e abuso sexual, em diferentes contextos de cidade/país, bem como compreender as necessidades dos usuários do transporte público. Esse estudo visa propor medidas preventivas que reduzam as oportunidades de vitimização de estudantes durante suas viagens para a faculdade, mas também ao redor da cidade.

 

Urbanização flexível e sob demanda nos municípios paulistas

O projeto delineia uma linha de pesquisa que investiga a concepção, gestão e implementação de instrumentos de planejamento utilizados para projetos urbanos de estruturação – expansão urbana, expressos no país pelas regras de parcelamento do solo ou condomínios – ou de (re)estruturação urbana – projetos de requalificação intra-urbana, associados no país a instrumentos como Operação Urbana Consorciada, Concessão Urbanística, entre outras formas de parcerias público-privadas –, procurando problematizar e atualizar os pontos críticos da governança urbana, das formas de regulação associadas à estes instrumentos, e de sua gestão democrática, colaborando para a intervenção do planejador no processo de construção das cidades brasileiras. Projeto apresentado no ingresso à carreira docente em 2014, que estrutura os demais projetos em andamento.

Departamentos
Disciplinas da Graduação
Disciplinas da Pós-Graduação