Apresentação

Um dos grandes desafios contemporâneos da FAU é a articulação entre seus conteúdos profissionais, que a integram desde sua fundação como unidade autônoma, e suas finalidades acadêmicas, em sintonia com os grandes eixos de produção e disseminação de conhecimentos determinados para a USP em seu todo. Nas reformas de 1962 e de 1968, que definiram a estrutura curricular da FAU com base em uma visão multidisciplinar da arquitetura e urbanismo, as articulações entre conteúdos se deram esquemática e respectivamente em dois planos. Primeiro, no da convergência entre saberes das humanidades, das artes e das técnicas para a formação de um profissional que não é apenas um humanista, um artista ou um tecnólogo, mas um pouco dos três simultaneamente. Segundo, no da incorporação de conteúdos associados à arquitetura e urbanismo, notadamente desenho industrial, comunicação visual e paisagismo, ampliando o espectro de escalas e práticas de projeto desde o sistema regional / ambiental até o objeto isolado e seus componentes.

O profissional arquiteto formado a partir dessa amplitude de abordagens capacita-se para responder às necessidades do processo de desenvolvimento tanto pelo lado da satisfação direta das necessidades de reprodução social – em projetos de habitação, sistemas urbanos e outros – como pelo lado da produção econômica de bens e serviços para os quais suas habilidades são requeridas. Essa formação ampla e multifacetada do profissional e intelectual arquiteto, no entanto, não se desdobra automaticamente em formas de produção reconhecidas nos fóruns acadêmicos internos e externos à Universidade. Na trajetória acadêmica dos docentes da FAU a história aponta para uma tendência maior ao reconhecimento e titulação daqueles que, arquitetos ou não, tenham se dedicado à análise e à crítica da arquitetura e urbanismo ou práticas associadas, do que aos que tenham feito da atividade de projeto, em qualquer escala, o eixo de sua contribuição na Escola.

Este é um problema de difícil resolução porque, por um lado, não se pode ter uma escola para formação de arquitetos na qual os saberes específicos da síntese, do projeto, da criação, sejam sistematicamente postos de lado na avaliação acadêmica e, por outro, não se pode atribuir à atividade profissional corrente – por mais criativa que seja – mérito científico que não tem. A maneira como a FAU procura hoje responder a esse desafio é pela articulação entre finalidades acadêmicas, no âmbito de temas de grande interesse social que perpassem a pesquisa, o ensino de graduação, o ensino de pós-graduação e a atividade de extensão universitária, nesta incluídas práticas de exercício profissional de reconhecido interesse social e acadêmico.

Desafios como a habitação de interesse social, a interação entre a cidade, a paisagem e o meio-ambiente, a preservação e restauro do patrimônio construído, entre outros, constituem objeto de convergência tanto entre as humanidades, as artes e a tecnologia, que estruturam os departamentos da FAU, como entre as finalidades acadêmicas de ensino, de graduação e pós, de pesquisa e de cultura e extensão universitária. É para promover essa articulação entre grandes finalidades universitárias – como meio para superar as barreiras que artificialmente separam contribuições “profissionais” e “acadêmicas” – que os sistemas de ensino, de pesquisa e de cultura e extensão, na FAU, vêm sendo reestruturados no sentido de se complementarem mutuamente em torno de programas e ações comuns.

Ensino, nesses termos, abre-se não como uma finalidade fechada e segmentada em níveis de Graduação e Pós-Graduação, mas como um eixo de convergência entre a produção do conhecimento e pesquisa e suas aplicações inovadoras na extensão universitária. É nesse contexto que se inserem, na Graduação, a formação de um novo curso inter-unidades centrado no desenho industrial e no projeto gráfico, e a experiência de dupla formação com engenharia civil, em parceria com a Escola Politécnica. È também nesse contexto que se diversificam as áreas de concentração da Pós-Graduação, de maneira a permitir maior trânsito com a Pesquisa e com os vários conteúdos de Graduação, merecedores – tal qual a Pós – de acesso franco e sistemático aos novos conhecimentos gerados.

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Emerson dos Santos Lim

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